sábado, 29 de outubro de 2011

Trote: brincadeira que pode custar uma vida



Banner Samu-JP
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João Pessoa, 15 de outubro de 2011, 23h29: o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - 192 (Samu) recebe uma ligação informando que uma mulher precisava de socorro, pois tinha sofrido um acidente.
No mesmo dia e horário, o Samu recebe outra ligação, também de uma mulher vítima de acidente. Pela descrição, o caso era grave e a vítima necessitava de atendimento urgente.
Feita a triagem, a ambulância disponível foi socorrer a vítima número dois, cujo caso sugeria maior gravidade.
Ao chegar no endereço indicado, os socorristas lamentaram: era apenas mais um trote sofrido pelo Samu.
A mulher que pediu socorro primeiro acabou sendo levada ao hospital em transporte inadequado, sem ter recebido os primeiros socorros, o que poderia acarretar sequelas.
O episódio narrado acima, infelizmente, não é um caso isolado. Das cerca de 800 chamados registrados pela central de atendimento do Samu diariamente, uma média de 40% são identificados como trotes. Uma "brincadeira" que pode custar a vida de alguém que realmente precisa de socorro.
São apenas 13 unidades de suporte básico e avançado para atender a toda grande João Pessoa, que tem população estimada em 1,2 milhão de habitantes.
Para cada trote, dezenas de pessoas que realmente precisam de socorro, ficam com atendimento adequado.
Na hora do recreio - Um levantamento feito pelo órgão constatou que os pedidos falsos de socorro ocorrem, em sua grande maioria, das unidades escolares e no período do intervalo das aulas, inclusive à noite.
"São alunos, de escolas públicas e privadas, que usam o celular para efetuar as chamadas, simulando situações de acidentes", informou comentou o Joalison Cavalcante, assessor de comunicação da unidade do Samu em João Pessoa.
Para coibir a incidência dos casos nas unidades escolares, profissionais do órgão realizaram palestras e distribuiram material educativo. Uma parceria com alunas do curso de Relações Públicas resultou na confecção de material para conscientizar a população sobre a importância do serviço e o perigo dos trotes.
Um vídeo institucional foi produzido e será veiculado na imprensa ilustrando o problema causado por um trote e a consequência gerada por uma ligação clandestina: a morte de um paciente.
Identificador de chamadas - Outra medida adotada pelo Samu para evitar os trotes foi aquisição de aparelhos capazes de identificar o número que originou a chamada e colocá-lo em um banco de dados, que serão listados como ‘números vermelhos’.
Um número considerado 'verrmelho' será aquele que já passou trote para o Samu. E se esse mesmo número originar outra chamada e, desta vez, for realmente um pedido de socorro correrá o risco de ter o atendimento preterido.
Rastreamento - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) disponibilizou um link, onde o Técnico Auxiliar de Regulação Médica ( TARM) poderá rastrear o local exato de onde está sendo originada a ligação feita ao Samu e, assim, acionar a Polícia Civil.
Entretanto, esse reastreamento só é possível para os telefones públicos, conhecidos como “orelhões”.
Penalidade - No caso do Samu, o trote configura contravenção com pena de detenção prevista no artigo 256 do Código Penal: reclusão de um a cinco anos e multa.
Neste caso, a Polícia Civil pode ser acionada e enquadrar o autor do trote no artigo 256 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de um a dois anos e pagamento de multa.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Secretaria de Saúde de Cajazeiras Participa da 7ª Conferência Estadual de Saúde


Sertão da Paraíba terá representatividade na 14ª Conferência Nacional de Saúde. Fotos!
7ª Conferência Estadual de Saúde entra pela madrugada e escolhe delegados para a etapa Nacional

Alguns dos delegados que representaram a Regional de Saúde de Cajazeiras com o Diretor Nacional de Auditoria do SUS, Adalberto Fulgêncio

Delegados da região sertaneja foram escolhidos para representar a Paraíba na Conferência Nacional de Saúde. As escolhas ocorreram dentro da 7ª Conferência Estadual de Saúde da Paraíba, promovido no Espaço Cultural, em João Pessoa. Evento durou três dias e só terminou por volta das 2h desta sexta (21).
Foram eleitos os 72 delegados (36 representantes de usuários; 18 trabalhadores e 18 gestores do SUS), que vão representar a Paraíba na Conferência Nacional, no período de 30 de novembro a 4 de dezembro deste ano.
O evento contou com a participação de 900 pessoas, entre usuários, trabalhadores e gestores do SUS nos 223 municípios paraibanos, além de representantes do Ministério da Saúde, Governo do Estado e Ministério Público, a exemplo do Diretor Nacional de Auditoria do SUS, Adalberto Fulgêncio dos Santos Júnior, além da chefe da Controladoria Geral do Estado, Luzemar Martins, a Secretária de Saúde de João Pessoa e presidenta do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde-COSEMS, Roseana Meira, dentre outros.
Com o Tema: "Todos usam o SUS! SUS na seguridade Social. Política Pública. Patrimônio do Povo Brasileiro", o evento buscou construir condições de acesso, acolhimento humanizado e a qualidade da atenção integral à saúde.
Muitas propostas foram abordadas e aprovadas para serem discutidas em Âmbito Nacional, com ênfase na contrariedade absoluta, demonstrada pela maioria dos participantes, no que diz respeito a qualquer forma de privatização nas instituições públicas de saúde do Estado da Paraíba.
A plenária final do evento aprovou 63 propostas que serão consolidadas em 35 a serem levadas para a etapa nacional em Brasília. Esse trabalho de consolidação será feito pelos delegados eleitos em parceria com a comissão da relatoria.
Momento Cultural
Em meio às discussões acaloradas, os participantes da 7ª Conferência da Saúde deram uma pausa para a cultura. Na tarde da quinta-feira (20), o médico imunologista, ator e diretor de teatro, Vítor Pordeus, apresentou a palestra "Saúde, Arte e Prevenção”. Aos 31 anos, o jovem médico carioca, neto de paraibanos da cidade de Sousa, tem um currículo invejável, com especializações, mestrados, doutorados, descobertas científicas e estudos fora do país, mas ele faz questão de dizer que não tem vaidade com nada disso, porque não foi aí onde se encontrou como ser humano, mas nos trabalhos de arte que desenvolve levando saúde para as ruas, através da alegria, da descontração e do improviso.
Com a ajuda das atrizes Clara Soria e Gabriela Haviaras, Vítor Pordeus fez, no Teatro Paulo Pontes, uma demonstração do trabalho que desenvolve no Rio de Janeiro, onde trabalha no Núcleo de Cultura, Ciências e Saúde, da Secretaria de Saúde do Município. "A idéia é de uma ação improvisada que estimula a participação, a criatividade, a surpresa e a imprevisibilidade, para que as pessoas se liberem e se libertem. E, no final, tudo leva ao exercício criativo que é um mecanismo gerador de saúde”, disse Vítor que ainda parafraseou Paulo Freire: "Criar e recriar o mundo a nossa volta”.
O resultado do trabalho que desenvolve no Rio com moradores de rua, com pessoas em situação de risco, com sofrimento psíquico, deixando que cada um seja ator se expressando da melhor forma que lhe convenha, é comprovado na prática com a instalação de 14 escolas populares de saúde, no Rio de Janeiro, e mais de 600 pessoas envolvidas nesse trabalho no país, culminando com a criação de uma Universidade Popular de Artes e Ciências.
À tarde, Vítor Pordeus foi convidado a dar uma oficina no Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor), da Secretaria de Estado da Saúde, para enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, professores e agentes comunitários de saúde que trabalham em dois projetos desenvolvidos na capital.
Um desses projetos é o "Consultório de Rua”, do Ministério da Saúde, vinculado com a Prefeitura Municipal, onde os profissionais, chamados de "redutores de danos”, abordam moradores de rua e pessoas em vulnerabilidade social e oferecem atendimento na hora, além de encaminhá-los para os serviços de saúde ou para abrigos, e agilizam para que tirem seus documentos e outros serviços que vão surgindo de acordo com as demandas.
Para Fernanda Nunes, uma de muitos observadores presentes, "o que fez a 7ª Conferência Estadual de Saúde valer ainda mais a pena foi a palestra 'Saúde, arte e prevenção', ministrada pelo médico pediatra, Vitor Pordeus, da cidade do Rio de Janeiro, pena que nesse momento a plenária estava quase que vazia, isso mostra a importância que damos a arte e a cultura como formas de promoção de saúde e prevenção de doenças, principalmente mental, aí depois reclamam que os CAPS não estão funcionando como deveriam, se eles mesmo não se interessam. Esse médico do RJ é muito bom, ele disse que sua profissão era 'animador de feiras de saúde' e que seu consultório é a praça pública (mesmo tendo doutorado) isso me chamou muito a atenção, já que tantas pessoas começam suas falas dizendo: sou médica lá 'não sei das quantas' como se isso fosse lhe garantir credibilidade".
O enfermeiro e músico Tiago Sotero, que trabalha no projeto, ficou encantado com a oficina. "Em trabalhos como este, onde a saúde é tratada de uma forma mais leve, e, portanto, com muito respeito, há uma sensação de gratidão, onde ajudamos o próximo, enxergando o ser humano como ele é e respeitando a liberdade de escolha de cada um”, disse.
Já Soraya Fidelis é auxiliar de saúde bucal e trabalha na Unidade de Saúde da Família José Américo I. Ela faz parte de uma ação, junto de uma equipe multiprofissional, da Secretaria Municipal de Saúde da capital, onde a proposta é levar prevenção e saúde através do teatro de rua, trabalhando temas como o racismo, a violência contra a mulher, o alcoolismo, a homofobia e outros. Ela também gostou da oficina: "Foi uma tarde bastante proveitosa onde vi muita coisa que pode ser colocada em prática no nosso trabalho diário, humanizando e fortalecendo, cada vez mais, o SUS”, falou.
Para Márcia Rique, diretora do Cefor, e coordenadora executiva da Conferência, a atividade foi muito importante para agrupar os diversos trabalhos de arte e cultura que existem nas USF e em outros serviços de saúde de João Pessoa. "Com isso, fortalecemos essa ferramenta potente em produzir prevenção, a partir do estímulo da felicidade das pessoas. É uma semente plantada para, quem sabe, criarmos o Núcleo de Ciências, Arte, Cultura, Educação e Saúde no nosso Estado”, concluiu.

DIÁRIO DO SERTÃO com Ascom

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Secretaria de Saúde do Estado Emite nota sobre caso de Dengue em Cajazeiras


                                                  
                                             

      Considerando a divulgação do último Boletim Epidemiológico da Dengue
n° 39, divulgado por esta secretaria de estado da Saúde na última segunda-feira 17 de Outubro de 2011, esclarecemos:

1- O número total de óbitos por Dengue no estado da Paraíba até 20/10/2011 é de 09 nove casos de óbitos residentes nos municípios de Campina Grande ,
Catolé do Rocha Caturité, Guarabira, João Pessoa e São José de Piranhas;

2- Não existe até a presente data óbito por dengue residente no município de Cajazeiras entretanto, esclarecemos que o óbito residente em São José de Piranhas é que teve a sua ocorrência no município de Cajazeiras. Assim, o município de Cajazeiras entra neste cenário como local de ocorrência do evento;


    Diante do acima colocado, nos desculpamos pela informação contida no Boletim Epidemiológico
39 que coloca o município de Cajazeiras como de residência de óbito, e esclarecemos que o equivoco mediante falha operacional que ocorreu durante a emissão do relatório do Sistema de Informação de Agravos de Notificação/SINAN.

João Pessoa, 20 de Outubro de 2011

Vigilância em Saúde/
SES-PB

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Brasil define normas para cópia de medicamentos biológicos

Medida anunciada pelo ministro da Saúde incentiva a fabricação nacional de produtos com patentes vencidas. Área compromete 34% do orçamento do SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, durante a Conferência Mundial de Determinantes Sociais da Saúde, a publicação de normas que servem de base para a cópia, registro e produção de medicamentos biotecnológicos no país. Esses produtos, como vacinas, kit diagnóstico e tratamento para doenças como câncer, são criados a partir de organismos vivos ou parte deles. A medida é um estímulo ao ingresso da indústria nacional neste mercado, com base em patentes de produtos vencidos e preparar-se para os estão para vencer. A nova normatização sobre o setor será publicada pela Anvisa (Agência Nacional Vigilância Saúde).
 “Os produtos biotecnológicos são a nova fronteira de produtos mais eficazes e seguros para a população. A Anvisa, ao estabelecer as regras de registro no país, está incentivando a participação da indústria nacional neste mercado. E quando começarmos a produzir aqui esses medicamentos, vamos reduzir os custos de compra e, consequentemente, atender ainda mais pessoas”, destacou o ministro Padilha.
A biotecnologia tem revolucionado a investigação e o desenvolvimento de novos medicamentos, mas chegam ao mercado a um custo muito maior que os demais produtos. Para se ter uma idéia do impacto, esses materiais hoje representam 1% da oferta do Sistema Único de Saúde, no entanto comprometem 34% do orçamento do Ministério da Saúde para compra de medicamentos. Hoje esses produtos são utilizados no tratamento de câncer, doenças inflamatórias e infecciosas, entre outras.
“Acreditamos que a nova regulamentação proposta, fornecerá as diretrizes legais e científicas necessárias ao desenvolvimento de cópias de produtos biotecnológicos no Brasil e preencherá lacunas regulatórias existentes anteriormente”, disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa. O esforço da Anvisa coincide com o fim da patente de produtos biológicos e possibilidade de início da produção de cópias no país.
As normas são apresentadas em quatro guias criados pela agência e estarão disponíveis em sua página na internet (www.anvisa.gov.br). Dois dos materiais aprovados pelo órgão trazem informações para o registro de eparina, um anticoagulante, e alfa interferon, usado no tratamento de doenças infecciosas. Além disso, foi criada uma Câmara Técnica de Medicamentos Biológicos, que facilitará a implementação de regras neste setor.
Em reunião com representantes da indústria nacional na manhã desta quarta-feira (19), a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde destacou que, com o crescimento que o mercado brasileiro vem apresentando, o país tem capacidade para exportar produtos e, principalmente, para não perder a oportunidade do mercado de biosimilares. Segundo ela, para ultrapassar essas barreiras é preciso que o país invista em tecnologia.
Por Camila Rabelo
da Agência Saúde – Ascom/MS
Assessoria de Imprensa da Anvisa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011




 


Programação do “Outubro Rosa” prossegue até o dia 25 em Cajazeiras
A programação da campanha mundial “Outubro Rosa” de conscientização sobre a importância da prevenção contra o câncer de mama foi aberta oficialmente na cidade de Cajazeiras na manhã da terça-feira, 18, na Praça Dom João da Mata, por trás da Prefeitura Municipal.
Promovido pelas secretarias municipais de Políticas Públicas para as Mulheres, Saúde e Cidadania e Promoção Social, além do Grupo Amigos do Peito e Centro de Defesa da Mulher Márcia Barbosa, o “Outubro Rosa” em Cajazeiras prossegue até o próximo dia 25, quando será realizado Seminário sobre a construção da rede municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, no Teatro Íracles Pires, das 13h00 às 17h00.
A programação conta ainda com parcerias com a Faculdade Santa Maria, Hospital Regional e Secretaria de Saúde, UFCG, Clínica Santa Helena, Centro de Referência de Atendimento à Mulher Suzane Alves, 9ª Gerência de Saúde, Grupo Maria Esperança, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Solinhares e Conselho Tutelar.
O prefeito Carlos Rafael Medeiros de Sousa está dando todo o apoio para a realização da campanha, por entender que a população precisa se conscientizar da importância de exames preventivos contra o câncer de mama, um dos que mais tem atingido as mulheres no Brasil e no mundo.

SECOM / Fotos: Ângelo Lima

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Feliz dia dos médicos


Quando nascemos, recebemos
diferentes missões.

A sua missão é de salvar vidas!
Pelo talento de suas mãos,
transforma todo homem
em bonança.

Sua alma não se contém diante
do desespero de uma criança
ou de um idoso.

Por isso, você vai operando
milagres, trazendo esperança
a corações desesperançados.

Falar de seu ofício de médico
não é fácil.

Existem muitas dificuldades
e seu trabalho é incansável.

Sabemos que você o faz por
amor ao ser humano,
altruísta sempre.

Não há tempos, nem momentos
para fazer o bem, por isso,
devemos a você nossa saúde.

Você não escolhe dia para exercer a sua profissão.
Para você, todo dia é dia
de salvar vidas.

Por isso, seremos sempre
gratos e rendemos nossas
homenagens.

Nosso sincero agradecimento
de quem sabe que, sem você,
nossa vida não seria tão feliz.
Feliz dia do médico!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Saúde reforça fiscalização do Aqui tem Farmácia Popular

GESTÃO E CONTROLE

    

Ação piloto começou nesta semana em dez drogarias do Distrito Federal e se expandirá para todo o Brasil
Ministério da Saúde iniciou uma ação de fiscalização das drogarias credenciadas ao programa Aqui tem Farmácia Popular. A iniciativa começou por dez unidades do Distrito Federal, com a visita de auditores Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS). A experiência no DF será a base para montar um calendário de monitoramento permanente das 20 mil drogarias em todo o país, que terá início em dezembro. A estratégia tem como objetivo fortalecer o programa, garantindo maior controle e transparência, além de aperfeiçoar o acesso a medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, do programa Saúde não Tem Preço, ou 90% de desconto para outros 20 medicamentos. Desde 2008, o Denasus realizou 497 auditorias, 1.308 unidades foram desconectadas para ajustes e outras 289, descredenciadas (saíram do programa), além de 318 multas aplicadas.
Iniciada em Brasília, a ação segue nos próximos dias, sob a coordenação do DENASUS. A idéia é desenhar, na capital do Brasil, a estratégia de fiscalização que será aplicada nas demais drogarias do país. “O programa tem um significado muito importante para o Ministério da Saúde, pois atende a milhões de pessoas”, afirma Adalberto Fulgêncio, diretor do departamento.
“Estamos comprometidos com o combate ao desperdício dos recursos da Saúde e ao mesmo tempo atentos para ampliar e melhorar o acesso da população aos medicamentos”, enfatiza Fulgêncio. De acordo com o diretor, os auditores irão analisar se as farmácias estão de acordo com o que determinam as normas e critérios definidos pelo Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF).
Entre os aspectos que estão sendo avaliados, estão, por exemplo, a análise do cupom vinculado, uma espécie de nota fiscal eletrônica. Ela funciona como um mecanismo de segurança e deve conter o valor total da venda, a quantidade autorizada, a prescrição diária, a data da próxima compra, detalhes da descrição de cada medicamento, identificação do atendente e o telefone 136, da Ouvidoria do Ministério da Saúde para consultas ou denúncias.
Caso sejam encontradas desconformidades com as regras do programa, o Ministério da Saúde poderá determinar a suspensão imediatamente da farmácia, que é intimada a prestar esclarecimentos. Se constatada alguma irregularidade, o estabelecimento é descredenciado e pode ser aplicada multa de até 10% sobre o montante das vendas referentes ao último trimestre, a partir da data da notificação para a apresentação da defesa.
O PROGRAMA– A partir de fevereiro deste ano, com o lançamento do Saúde Não Tem Preço, medicamentos indicados para diabetes e hipertensão passaram ser distribuídos gratuitamente pelas farmácias populares – são cinco medicamentos para diabetes, e seis para hipertensão, totalizando 18 apresentações. A iniciativa do Ministério da Saúde, que começou em fevereiro deste ano e oferece gratuitamente 11 medicamentos para hipertensão e diabetes, ampliou em 239% o acesso ao tratamento dessas doenças nas mais de 20 mil drogarias credenciadas ao programa.  O número de pacientes atendidos pulou de 853 mil, em janeiro, para 2.888.956, em setembro. Foram realizados 306.826 atendimentos de pessoas diabéticas, em janeiro, e 892.820, em setembro, o que representou um crescimento de 191%. Já o número de hipertensos beneficiados foi ampliado em 271%, passando de 658.648 para 2.443.044, no mesmo período.
O Saúde Não Tem Preço tem estimulado o crescimento geral do programa Aqui Tem Farmácia Popular, cujo número de beneficiados teve aumento 183% de janeiro a setembro – passou de 1,2 milhões para 3,5 milhões. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o programa oferece medicamentos que tratam asma, rinite, osteoporose, colesterol, doença de Parkinson e glaucoma. Também são disponibilizados anticoncepcionais, e fraldas geriátricas, essas indicadas para pessoas com mais 60 anos.
Para retirar o medicamento, o usuário precisa apresentar apenas CPF, documento com foto e receita médica válida. O programa permitiu ao Ministério da Saúde expandir os pontos de retirada de determinados medicamentos para além dos postos de saúde e dos hospitais credenciados, aumentando o acesso da população à assistência farmacêutica.

Por Milton Júnior e Priscila Costa e Silva, da Agência Saúde (61) 3315-6258/3315-3580